todas fazem a Jane Birkin...

e é lindo! Natalia Vodianova para Hedi Slimane
Escrito por Dani Porto às 18h24
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Café Francês
"Tudo ficou tão cinza, no som toca uma velha canção francesa e lembro-me das tardes de inverno, na hora do café nós dois fingindo falar em francês: S'il vous plaît, garçon!un pur non sucré le café pour deux. Merci et ne me demandez pas. " 
Escrito por Dani Porto às 18h19
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(http://www.youtube.com/watch?v=4SFxSKBhGG0)
Escrito por Dani Porto às 18h18
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noite...
Catarina olhou no espelho naquela
manhã e além da maquiagem que
borrava seu olhar notou que estava
triste. A ressaca que sobrepunha os
momentos de prazer que sentira ao
lado dele lhe soou como um aviso. Era
um alarme que soava baixinho lá nas
entranhas e fazia com que as
borboletas engolidas virassem nausea. 
Escrito por Dani Porto às 18h06
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lirismo livre de títulos
Quero escrever seu nome no muro junto ao meu. Ter sua mão e seus dedos entrelaçados aos meus. Sentir seu lábio como um sorriso frouxo, contemplando as covinhas Seu olhar repousado em meu corpo como criança curiosa. O preenchimento do espaço com seu silêncio que para mim não teria mistérios. O conforto do seu verbo, palavras e conjugação, certeira em terceira pessoa ressoando tanto no presente como no futuro mais que perfeito e a certeza de que você se casaria comigo!
Escrito por Dani Porto às 18h03
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MEDIDAS
ELE precisa de muitos sabores para sentir, eu lhe disse que poderíamos isolar e TUDO ser muito mais puro. Eu tinha essa mania de purismo, por que acreditava que separados os sabores fariam muito mais sentido, e seriam exatos! Essa exatidão para mim era importante. Depois me permitia misturar tudo para definir o gosto apurado e isolar cada elemento em minha cabeça, ouvidos, paladar, nariz... Talvez para ele não fizesse sentido porque a sensibilidade dele já fosse há muito tempo mais apurada, todos os elementos já estava há anos gravados em sua memória. Eu havia começado há pouco tempo, e a linha do tempo era implacável, mesmo sem medidas seu conteúdo e absorção do mesmo já o datava. Talvez fosse isso, o hibridismo dele já era um resultado de sua seleta natural de todos os elementos marcados pelo SEU tempo. Não era hora de separação, mas, de completa mistura e experimentos. Quero chegar a esse ponto onde a unidade seja algo que já se completou.
Escrito por Dani Porto às 18h00
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“We have a whole life to live together you fucker, but it can’t start until you call.” (miranda july)
Escrito por Dani Porto às 17h56
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"Eu nasci junto ao “Coisas Eróticas” que segundo o Ministério da Cultura ocupa o 12o lugar na lista dos mais assistidos no país. Talvez essa coincidência seja a semiótica culminante ao apreço por Ignez até mesmo a Abramović. Discutir, experimentar, movimentar, cantar. Utilizar do assunto para expressar uma das questões mais existencialistas que é a sexualidade humana. Isso por nós não agirmos somente pelos impulsos, racionalizamos a coisa, criando um paradoxo entre a ação impulsiva e a dialética da mesma. Ninguém na verdade no momento abri um manual de instruções à beira da cama e por mais técnico que isso possa parecer, principalmente quando o sexo é comercializado quando vira um produto; ele por si é impulsivo, é um dos elementos que nos relaciona diretamente aos animais irracionais. Diferindo-nos somente fora do ato, o que nos animais isso não existe. Existem poetas que nos enchem de emoção, sons que transmutam, mas, o que se senti de verdade ali quando nada mais faz sentido é inquestionável e (in) descritível. – Impulso- alguém teve o impulso de me propor-lo assim como “fascínio” deve-se causá-lo ou teorizar? Quando Cohen nos leva ao passei no canto do Rio com Suzanne subentende-se for she's touched your perfect body..." 
Adan Jodorowsky
Escrito por Dani Porto às 00h20
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ele...
eu falo ele me responde eu lembro ele se distrai ele ouve a música eu canto ele diz que vai eu já estou ele não me chama ele desconversa... 
Escrito por Dani Porto às 13h27
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entre Wado e Drummond
 
foto Hedi Slimane "Que dentro de nosso mundo a folia esteja presente em forma de loucura única e exclusiva. Que não seja fuga e sim cores, sons e movimentos complementares. Trazendo de cada diálogo arrepios verbais. Não precisamos de nomes não perderemos o encantamento. Vem, recita “Un coup de Dês” sussurrando e citemos “o que se deve fazer”, um fremir por segundo com os dedos em pontas na pele."
Escrito por Dani Porto às 20h24
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autorretrato Eu estou devagarzinho, tentando apertar o passo em alguns momentos em que me freiam. Com qual respiração eu devo ir? Aceitar ou não sincronicidade do som e da vida, minha trilha sonora! O aguardo por um amanhã que parece nunca amanhecer e o esquecimento invadindo e fazendo da noite esfumaçada uma extensão. Eu gostaria de sentir na pele cada momento, narrar cada gesto, ter a pele exposta aberta e sensível a um simples sopro e não perder a alvorada. O amanhã poderia ser hoje, assim como os questionamentos existencialistas da infância e eu me sentir a vontade para explorar sua respiração e entonações.
Escrito por Dani Porto às 20h09
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ilustra Aleksandra Szpunar Eu disse ao menino que não sei me despedir. Acordei no dia seguinte e parti, ainda com seu cheiro em meu corpo e o gosto de sua saliva fixou-se em minha língua, quando parei no primeiro farol e comecei a cantarolar trechos da música que rodou no toca discos a noite inteira, era em ‘mi” o úmido compartilhado e eu não dissera tchau, nem adeus, nem até logo! Fiquei dispersa o resto das horas, por que me alimento de flashback´s. Alimentando-me de algo que me soou tão ameno, usual, sem desculpas. E chegamos e partimos e...e... Existe um pulsar espontâneo aqui. As palavras parecem servir em meu corpo, as tomo, visto-as. Letras – silhuetas. Mesmo sabendo que elas não eram minhas. Quando é citada a malemolência da morena que sabia cavalgar, não se tratava de mim. Mas, eu não me importo, eu só me excito! Eu só... Somente. Eu sou longe, como seu olhar e seus pensamentos. Diga, para mim o que deu em sua cabeça? Era sexta feira e lembraste-se de mim. E me convida, e me recebe e eu lhe recebo. Eu não fazia idéia... E agora é fixa, é cisma, é desejo! Trago profundamente, não falo, SINTO. Não me leve a sério, só me leve para junto de seu peito. Traga-me a brisa, preencha e eu vou querer saber um dia o que passa pela sua cabeça. Depois. Tenho preguiça e vontade das palavras que não foram ditas. Vem... Sem pressa, devagar cochicha no meu ouvido: O que deu em sua cabeça? E me cobre.
Escrito por Dani Porto às 20h05
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e que venha outras mais...

ilustra Dana Tanamachi Acordou depois de hibernar. Finalmente... Depois de perder o sono com questões fora de seu controle ou entendimento, ela se entregou ao sono e mesmo consciente por que em seus sonhos tudo o que vinha ocorrendo era fragmentado trazendo lembranças ora leves e outras misturadas como numa noite daquelas, ela abriu um dos olhos e tentou ponderar o que foi um déjà vu onírico. Tomou um gole de seu café semi-amargo, antes mesmo de escovar os dentes e sair do limbo entre sua cama e o mundo real. Parecia para ela que ficar por ali entre o despertar e o estar acordada de fato, poderia ser uma espécie de zona de conforto, era seguro e ela não teria que resolver nada do que se passava em sua cabeça, enquanto sorvia o restinho de café morno naquela manhã. Ela poderia ficar só em divagações matinais, quando seus pensamentos conduziam a narrativa a um desfecho ela mudava de estória, inventava um entroncamento de fatos, um match point que poderia sugerir uma mudança, mas, esse clímax seria levado por ela para qualquer outro lugar, sem linearidade alguma. Dispensa a xícara sob a mesa e debocha de si mesma. Resolve caminhar até o banheiro, sentiu um calafrio quando a água escorreu pelo seu rosto, seria medo de encarar o espelho, de pensar objetivamente a respeito e não chegar a lugar algum com isso. Talvez fosse só a idéia da ruptura entre sua forma de dirigir o próprio sonho inventado durante os últimos minutos na cama e a sua própria vida. Sim, sua vida de acordada, aquela que dizem ser a de verdade, a vida real, era igual. Essa revelação lhe deixou congelada enfrente ao espelho. Deus é um sonhador!
Escrito por Dani Porto às 19h53
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PARA LER OUVINDO ALL MY LOVE

...por toda a intensidade de delícias projetadas, parti para o onírico. Is this to end or just begin? Robert, por hipnose me prendia as atenções e foi o início das vontades que ainda não saciadas me impedia a chegada aos sonhos. Mas, eu estava meio grogue, meio tonta de desejo e não conhecia mais os limites, do que era a música, a lembrança, a distância do real e dos sonhos. Entreguei-me ao convite prévio cheia de boas intenções e saborei cada detalhe do que fora descrito e do que podia atingir minha imaginação. Ali no escuro, era uma busca pela presença, a lembrança do que fora beijado e do tecido que fora tocado buscando a pele e fiquei molhada... sim você fez isso e eu acredito em todo o calor que podemos encontrar, por isso vou me pré aquecendo para ti.
Escrito por Dani Porto às 15h06
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conversando cm o velho Godard
Um dia ele veio até mim e disse: _dentro de você e de mim, ondas terríveis se formam. Como uma boa Carmen: _ Não estudei, mas, sei que o mundo não pertence aos inocentes. Não tenho medo, mas é porque nunca pude...nunca soube...me ligar a ninguém.
Ai é possível concluir que se for possível levaremos adiante.
Existe uma persistência na alma, nas sensações femininas de ver o mal como o acaso?_ indagou, junto a franzida na testa antiga_ É hora que sua loucura veja o oposto das coisas que conhece.
Porque? tudo treme tudo treme. a terra, a casa, eu...meu sexo também treme.
Escrito por Dani Porto às 00h30
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