Lisa piscou para mim


 

 

Preciso fechar tudo que há dentro de mim.

A essa vontade demasiadamente forte de querer, tem me matado aos poucos...

São pedacinhos que se vão, se dissipam, desprendem

 

Há algo comigo, que me distancia que me veta que me sabota.

Melancolia.

 

Os sorrisos e olhares efêmeros e logo tão rapidamente vagos.

Indecifrável

Levianos

 

A beleza temporária, porque, não há sentimentos não há se quer mentira, não se é...

Intimo nunca será!

Nunca se sentirá

Não há permissão, tão pouco consentimento e no meio de sua imagem tão turva, uma massa, um gás. Quando se torna sólido logo será oco. Nunca houve.   

E eu cansei-me de tentar.  

 

 



Escrito por Dani Porto às 21h23
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Um ensejo à sombra

 


Lea Massari

Quando ela estava lá, brotava em si o pensamento de que pertencia a qualquer outro lugar onde não havia estado.

Gostava da noite, mesmo muitas vezes resistindo a ela, tentando esquecer o quão confortável ela a deixava e como gostaria de nunca mais ver a luz do dia novamente. A sensação de poder qualquer coisa, de onipotência, de ser rata do lugar, ia se esvaindo conforme a chegada da alvorada e o rumo ao caminho torto e simples mesmo com álcool, mas, tão evidente que se fosse seguindo sem racionalizar logo estaria no destino e talvez antes de ficar careta, conseguiria pegar um vestígio mínimo, de seu cobertor a acariciar nua e sonhar com o que viveu e foi na noite que ao voltar à realidade seria passada. Ela gostaria de vetar essa questão circunstancial e tão vital.

Ela queria a todo custo pular esse processo até a próxima noite e em loop. Lendo sobre seus ídolos ela sabia que não era a única a querer e muitos viveram a esse modo, por pouco tempo, porque ser você mesmo, fulltime, tem seu preço. Não é fácil ser o que se é.

Balbuciou pelo corredor do prédio: o que dizem realidade é a maior mentira de todos os tempos - antes de topar com a senhorinha do 48 e disfarçar um sorriso sóbrio e dizer: Bom dia!

 

 



Escrito por Dani Porto às 21h50
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ELE: porque você brigava tanto comigo?

ELA: para te fazer me entender. Era como essencial na minha vida e eu utilizava de todos os recursos para que isso acontecesse, verbal, tátil, em prantos. Ficava com falta de ar, e a idéia de que você não me entendesse me dava vontade de morrer!

ELE: de morrer, de verdade?

ELA: Sim! Sua compreensão para mim era mais importante do que estar aqui, sem ela nada fazia sentido, inclusive a existência.

ELE: você realmente me amava.

ELA: amava e era doído para mim, assim como para Monsueto.

ELE: como Milton?

ELA: não, mais doloroso, como Alaíde Costa.

ELE: e agora?

ELA: acabou!

 



Escrito por Dani Porto às 21h40
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todas fazem a Jane Birkin...

 

e é lindo!

Natalia  Vodianova para Hedi Slimane



Escrito por Dani Porto às 18h24
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Café Francês

"Tudo ficou tão cinza, no som toca uma velha canção francesa e lembro-me das tardes de inverno, na hora do café nós dois fingindo falar em francês: S'il
vous plaît, garçon!un pur non sucré le café pour deux. Merci et ne me demandez pas. "



Escrito por Dani Porto às 18h19
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(http://www.youtube.com/watch?v=4SFxSKBhGG0)



Escrito por Dani Porto às 18h18
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noite...

Catarina olhou no espelho naquela

manhã e além da maquiagem que

borrava seu olhar notou que estava

triste. A ressaca que sobrepunha os

momentos de prazer que sentira ao

lado dele lhe soou como um aviso. Era

um alarme que soava baixinho lá nas

entranhas e fazia com que as

borboletas engolidas virassem nausea.

 

 



Escrito por Dani Porto às 18h06
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lirismo livre de títulos

 

Quero escrever seu nome no muro junto ao meu.

Ter sua mão e seus dedos entrelaçados aos meus.

Sentir seu lábio como um sorriso frouxo, contemplando as covinhas

Seu olhar repousado em meu corpo como criança curiosa.

O preenchimento do espaço com seu silêncio que para mim não teria mistérios.

O conforto do seu verbo, palavras e conjugação, certeira em terceira pessoa ressoando tanto no presente como no futuro mais que perfeito

e a certeza de que você se casaria comigo!

 



Escrito por Dani Porto às 18h03
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MEDIDAS

ELE precisa de muitos sabores para sentir, eu lhe disse que poderíamos isolar e TUDO ser muito mais puro. Eu tinha essa mania de purismo, por que acreditava que separados os sabores fariam muito mais sentido, e seriam exatos! Essa exatidão para mim era importante. Depois me permitia misturar tudo para definir o gosto apurado e isolar cada elemento em minha cabeça, ouvidos, paladar, nariz...

Talvez para ele não fizesse sentido porque a sensibilidade dele já fosse há muito tempo mais apurada, todos os elementos já estava há anos gravados em sua memória.

Eu havia começado há pouco tempo, e a linha do tempo era implacável, mesmo sem medidas seu conteúdo e absorção do mesmo já o datava. Talvez fosse isso, o hibridismo dele já era um resultado de sua seleta natural de todos os elementos marcados pelo SEU tempo. Não era hora de separação, mas, de completa mistura e experimentos.

Quero chegar a esse ponto onde a unidade seja algo que já se completou.



Escrito por Dani Porto às 18h00
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“We have a whole life to live together you fucker, but it can’t start until you call.” (miranda july)



Escrito por Dani Porto às 17h56
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"Eu nasci junto ao “Coisas Eróticas” que segundo o Ministério da Cultura ocupa o 12o lugar na lista dos mais assistidos no país. Talvez essa coincidência seja a semiótica culminante ao apreço por Ignez até mesmo a Abramović. Discutir, experimentar, movimentar, cantar. Utilizar do assunto para expressar uma das questões mais existencialistas que é a sexualidade humana. Isso por nós não agirmos somente pelos impulsos, racionalizamos a coisa, criando um paradoxo entre a ação impulsiva e a dialética da mesma. Ninguém na verdade no momento abri um manual de instruções à beira da cama e por mais técnico que isso possa parecer, principalmente quando o sexo é comercializado quando vira um produto; ele por si é impulsivo, é um dos elementos que nos relaciona diretamente aos animais irracionais. Diferindo-nos somente fora do ato, o que nos animais isso não existe. Existem poetas que nos enchem de emoção, sons que transmutam, mas, o que se senti de verdade ali quando nada mais faz sentido é inquestionável e (in) descritível. – Impulso- alguém teve o impulso de me propor-lo assim como “fascínio” deve-se causá-lo ou teorizar? Quando Cohen nos leva ao passei no canto do Rio com Suzanne subentende-se for she's touched your perfect body..."

Adan Jodorowsky



Escrito por Dani Porto às 00h20
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ele...

eu falo ele me responde
eu lembro ele se distrai
ele ouve a música eu canto
ele diz que vai eu já estou
ele não me chama ele desconversa...



Escrito por Dani Porto às 13h27
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entre Wado e Drummond


foto Hedi Slimane

 

 

"Que dentro de nosso mundo a folia esteja presente em forma de loucura única e exclusiva. Que não seja fuga e sim cores, sons e movimentos complementares. Trazendo de cada diálogo arrepios verbais. Não precisamos de nomes não perderemos o encantamento. Vem, recita “Un coup de Dês” sussurrando e citemos “o que se deve fazer”, um fremir por segundo com os dedos em pontas na pele."

 

 



Escrito por Dani Porto às 20h24
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autorretrato

 

 

 

Eu estou devagarzinho, tentando apertar o passo em alguns momentos em que me freiam. Com qual respiração eu devo ir? Aceitar ou não sincronicidade do som e da vida, minha trilha sonora! O aguardo por um amanhã que parece nunca amanhecer e o esquecimento invadindo e fazendo da noite esfumaçada uma extensão. Eu gostaria de sentir na pele cada momento, narrar cada gesto, ter a pele exposta aberta e sensível a um simples sopro e não perder a alvorada. O amanhã poderia ser hoje, assim como os questionamentos existencialistas da infância e eu me sentir a vontade para explorar sua respiração e entonações.



Escrito por Dani Porto às 20h09
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ilustra Aleksandra Szpunar

 

Eu disse ao menino que não sei me despedir.

Acordei no dia seguinte e parti, ainda com seu cheiro em meu corpo e o gosto de sua saliva fixou-se em minha língua, quando parei no primeiro farol e comecei a cantarolar trechos da música que rodou no toca discos a noite inteira, era em ‘mi” o úmido compartilhado e eu não dissera tchau, nem adeus, nem até logo!

 

         Fiquei dispersa o resto das horas, por que me alimento de flashback´s. 

 

Alimentando-me de algo que me soou tão ameno, usual, sem desculpas. E chegamos e partimos e...e... Existe um pulsar espontâneo aqui. As palavras parecem servir em meu corpo, as tomo, visto-as.

                                                   Letras – silhuetas.

 

Mesmo sabendo que elas não eram minhas. Quando é citada a malemolência da morena que sabia cavalgar, não se tratava de mim. Mas, eu não me importo, eu só me excito!

 

Eu só...

Somente.

 

Eu sou longe, como seu olhar e seus pensamentos.

 

Diga, para mim o que deu em sua cabeça? Era sexta feira e lembraste-se de mim. E me convida, e me recebe e eu lhe recebo. Eu não fazia idéia... E agora é fixa, é cisma, é desejo! Trago profundamente, não falo, SINTO. Não me leve a sério, só me leve para junto de seu peito. Traga-me a brisa, preencha e eu vou querer saber um dia o que passa pela sua cabeça.

 

 Depois.

 

 Tenho preguiça e vontade das palavras que não foram ditas. Vem...

Sem pressa, devagar cochicha no meu ouvido: O que deu em sua cabeça?

E me cobre.



Escrito por Dani Porto às 20h05
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